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12.6.26

Replay ~ autoral

E, se tudo já estivesse programado?
Um futuro que já aconteceu
Palavras que já foram ditas
Pessoas que já magoaram...
fatos
E, se tudo já estivesse combinado?
As palavras ao gesto
As lágrimas à vitória
Tudo como um filme repetido...
Tudo como um fato..
acontecido. 

5.4.26

Diferente na minha normalidade ~autoral

 O natural é gostar do normal, mas, convenhamos, o normal não surpreende ninguém, por isso, gosto mesmo é do novo, do estranho, diferente, aquele que causa curiosidade, aquele que deixa a pulga atrás da orelha, que te faz refletir, repensar, essa sou eu... diferente da maioria, parecida com alguns, um enigma para muitos. Gosto de escrever e escrevo de tudo. O que sinto, o que não sinto e o que já senti, retalhos de conversas, espaços de momentos, tudo cabe dentro das minhas linhas. Você pode se encontrar e se perder nas minhas linhas... o texto, depois de pronto, é seu. O tempo, de certo mostrará quem sou. De certeza, só posso dizer o que faço, e, bom, eu escrevo. 

29.3.26

Dar de ombros ~ autoral

Às vezes precisamos dar de ombros
mesmo que saibamos não estar bem... 
A vida tem dessas coisas e ela ensina
Em muitos momentos devemos ficar sozinhos
mesmo sabendo que existem pessoas que podem ajudar
Há batalhas que são só nossas, 
que o outro ajuda mas só aprendemos algo se estivermos sozinhos
com nosso eu. 

22.3.26

Retratos ~ autoral

Apaguei a luz e me sentei.
Quando comecei a pensar
percebi que esse tempo perdido, em um livro, 
seriam capítulos sombrios de minha dramática história de vida.
Reflito.
Não consigo e não posso voltar atrás.
Meu eu está escondido, 
não o encontro e não vejo nada a ser feito
a não ser agarrar-se ao que ainda não virou um nada...
Olhe por dentro dos meus olhos...
consegues ver minha alma perdida?
Veja essa tristeza finalmente assumida... 
Não sei até quando aguentarei tudo isso, 
Ao perceber que nada é como dizem, 
percebo também que preciso de um lugar para me esconder...
Por isso escrevo agora, 
eu não estou sumindo...
eu mudei de lugar, 
me coloquei nas palavras.
Quero olhar essa dor, 
enxergá-la de fora, 
machucá-la 
e chorá-la, 
corroê-la, 
abafá-la, 
quem sabe sofrê-la... 
e... passá-la. 
Há quem diga que todo poeta é triste, 
mesmo que nem todo triste seja poeta...
Pois bem, não faço diferente, 
olhando esses retratos
Procurando o meu eu despedaçado.
Sou triste também. 

17.3.26

Coração x Palavras (autoral)

Ele não me obedece
então, mando nas minhas palavras
nelas eu posso o que eu quero.
Palavras que me tornam má e resoluta
dolorida, decidida, malcriada e cínica.
Nelas sou fúria, vitória
a que não sofre, a que vai embora...
Ele distorce o que eu digo
diz que tudo é disfarce, farsa.
Ele sofre, chora...
Mando nas minhas palavras
porque o coração tem personalidade própria. 


7.10.25

Assovio Azul - Crônica autoral

Acho interessante como algumas ações de pessoas desconhecidas podem mudar nosso dia de maneira inacreditável; Como numa certa sexta-feira considerada comum a muitos, existia uma minoria que aguardava ansiosa e tristemente a fila de espera para exames em um famoso hospital recifense, todos calados, ar pesado, suspiros que só faltavam dizer "O que eu estou esperando aqui? Minha sentença?" mas, um senhor de azul, cor marcante, até viva para o lugar, desconhecido para todos, (talvez não para as moças da recepção) ao adentrar e sentar para esperar a mesma "sentença" que tantos angustiosamente aguardavam, ele começa a assoviar e seu canto, tão calmo e alegre ao mesmo tempo, sem palavras, apenas uma simples e doce melodia harmoniosa, o único barulho ouvido na sala durante os 50 minutos seguintes, sem descanso, tocando e vibrando, levando a cada um de nós, presentes na sala, a quem sabe uma lembrança ou simplesmente uma paz, esse senhor, desconhecido, não sabe, mas sua melodia pôs um pouquinho de esperança em cada um dos 35 corações que ali estavam, obrigado senhor de azul por me levar nessa comum sexta-feira à uma época distante e boa, onde os problemas ainda não me atormentavam, a vida era boa, doce e bela, e extraordinariamente levada pelo lado bom, pelo lado vida, pelo lado azul...

22.11.22

Ponto ~ autoral

Olho pro nada 
e vejo um ponto, 
talvez não seja nada 
mas é um ponto 
e mesmo sendo um ponto 
me incomoda… 
Incomoda porque sei que onde quer que estejam, vêm de mim
são pedaços que perdi 
e que não me pertencem mais 
eles apenas se afastam a ponto de virarem um ponto 
e nada mais.

25.8.20

Diferente na minha normalidade ~ autoral

O natural é seguir o fluxo, gostar do normal, do fácil. Mas o normal não surpreende ninguém, por isso gosto mesmo é do estranho, do que causa curiosidade, excitação.
Se é o que me torna diferente, não sei. 
Sou enigma inconstante e o diferente é minha normalidade. 

23.8.20

Poetisa ~ autoral

Quando afirmo escrever poesia 

Questionam-me a inspiração.

Eu tenho muitos sentimentos

explodindo no coração

Poeta por natureza 

e de onde a inspiração vem?

Da brisa que a chuva traz

Do sorriso de meu bem

Escrevo poesia tendo quem, como e por quê

Minhas palavras se unem fazendo da flor um buquê

E se caneta e papel na mão é tudo de que de poeta, precisa.

Meus sentimentos em palavras, prazer, Divah.