8.8.26

Eu li "O Olho de Vidro do Meu Avô" do Bartolomeu Campos de Queirós #3

 

Minha versão é da editora: Moderna - 2004
páginas: 48  - Minha avaliação: 5 ★

    "Um dia me falaram que a alma tem dois olhos. Com um, ela olha para o tempo, com o outro ela namora a eternidade"

      Quando peguei esse livro para ler confesso que não esperava muito da história e, bom, eu estava muito enganada! Há reflexões lindas ao longo de todo o texto, é uma leitura super rápida mas que fica em nossa mente por vários e vários dias, é muito legal quando o livro é assim. 
Bartolomeu foi um ótimo escritor, na minha humilde opinião, pois ele conseguiu fazer reflexões tão grandes com assuntos hordineiros e com uma linguagem super acessível, gostei muito da escrita dele, o olho de vidro do meu avô é muito poético.
    Nessa história nós somos apresentados às lembranças de um neto que tinha um avô cujo um dos olhos era de verdade e o outro de vidro - ou de mentira -, uma boa metáfora, nesse quesito. Esse neto, agora adulto, fica com o tal olho de herança e a história vai se desenrolando nesse sentido, com o olho vem as memórias, lembranças de um passado onde tudo era diferente, ele volta a infância e nós vamos acompanhando essas memórias e sentido nossa curiosidade aumentando a cada página. Não vou contar o final da história, mas achei que termina de forma duvidosa e nos deixa muitos, muitooooos questionamentos! 
     Além de tudo isso, quem conhece o conto "O espelho" de Machado de Assis, vai achar semelhanças dele com a história de Bartolomeu, principalmente se comparar a teoria da alma ter dois olhos com a o esboço de uma nova teoria da alma humana criado nesse conto. 

"Toda pessoa é gêmea de si mesma. Há sempre um outro escondido dentro de nós que nos vigia em silêncio" 

 

1.8.26

Eu li "Obax" do André Neves #2

Minha versão é da editora: Brinque-Boook - 2009 
páginas: 36 - 5 ★


    As ilustrações são lindas, a história feita para o público infantil apresenta um contexto voltado às culturas de tribos africanas. Obax é uma garotinha muito curiosa e vivida, apesar da pouca idade, muitas aventuras interessantes são contadas e imaginadas pela personagem, mas um único problema permeia a trama: quase ninguém acredita nessas aventuras. A história tem uma sensibilidade imensa, nos leva a refletir sobre a valorização da imaginação infantil - logo, essas 36 páginas tornam os adultos mais conscientes enquanto trabalham a criatividade das crianças. 

25.7.26

Eu li "Harry Potter e a Pedra Filosofal" da J.K Rowling #1

 

Minha versão é da editora: Rocco, 2015
Páginas: 223 - 5★

     
      Nesse livro vamos acompanhando a trajetória interna e externa de Harry Potter, seus sentimentos, suas adaptações ao novo e, como um bom livro, esse é cheio de detalhes, o que nos insere na complexidade de cada personagem. Apesar de, em alguns momentos, a escrita focar em todos os detalhes sem muita ação ou emoção, no final percebemos que tudo isso era necessário para compreender o todo. Os personagens são bem apresentados/construídos, mesmo que tenhamos como personagem principal o Harry e a sua trajetória como foco narrativo, nós conhecemos muito de Roni e sua família gigante, de Hermione e toda sua nerdeza e a capacidade de resolver qualquer coisa e dos outros personagens que não fazem parte desse "trio parada dura", como Neville Longbottom, que pode não parecer mas eu consideraria ele facilmente um quarto integrante desse grupo. 
     Aqui eles descobrem que na escola tem um objeto mágico e misterioso, o combo perfeito para atrair qualquer um e, além disso, descobrem que o famoso Voldemort - principal antagonista, como perceberemos - está atrás desse tal objeto, o que adiciona mais emoção à trama. Uma história emocionante, que une o mundo mágico ao mais humano possível da vida de um adolescente no descobrimento de quem é e de quem se quer ser. 

"Não é bom ficar sonhando e se esquecer de viver - Alvo Dumbledore" 

12.6.26

Replay ~ autoral

E, se tudo já estivesse programado?
Um futuro que já aconteceu
Palavras que já foram ditas
Pessoas que já magoaram...
fatos
E, se tudo já estivesse combinado?
As palavras ao gesto
As lágrimas à vitória
Tudo como um filme repetido...
Tudo como um fato..
acontecido. 

5.4.26

Diferente na minha normalidade ~autoral

 O natural é gostar do normal, mas, convenhamos, o normal não surpreende ninguém, por isso, gosto mesmo é do novo, do estranho, diferente, aquele que causa curiosidade, aquele que deixa a pulga atrás da orelha, que te faz refletir, repensar, essa sou eu... diferente da maioria, parecida com alguns, um enigma para muitos. Gosto de escrever e escrevo de tudo. O que sinto, o que não sinto e o que já senti, retalhos de conversas, espaços de momentos, tudo cabe dentro das minhas linhas. Você pode se encontrar e se perder nas minhas linhas... o texto, depois de pronto, é seu. O tempo, de certo mostrará quem sou. De certeza, só posso dizer o que faço, e, bom, eu escrevo. 

29.3.26

Dar de ombros ~ autoral

Às vezes precisamos dar de ombros
mesmo que saibamos não estar bem... 
A vida tem dessas coisas e ela ensina
Em muitos momentos devemos ficar sozinhos
mesmo sabendo que existem pessoas que podem ajudar
Há batalhas que são só nossas, 
que o outro ajuda mas só aprendemos algo se estivermos sozinhos
com nosso eu. 

22.3.26

Retratos ~ autoral

Apaguei a luz e me sentei.
Quando comecei a pensar
percebi que esse tempo perdido, em um livro, 
seriam capítulos sombrios de minha dramática história de vida.
Reflito.
Não consigo e não posso voltar atrás.
Meu eu está escondido, 
não o encontro e não vejo nada a ser feito
a não ser agarrar-se ao que ainda não virou um nada...
Olhe por dentro dos meus olhos...
consegues ver minha alma perdida?
Veja essa tristeza finalmente assumida... 
Não sei até quando aguentarei tudo isso, 
Ao perceber que nada é como dizem, 
percebo também que preciso de um lugar para me esconder...
Por isso escrevo agora, 
eu não estou sumindo...
eu mudei de lugar, 
me coloquei nas palavras.
Quero olhar essa dor, 
enxergá-la de fora, 
machucá-la 
e chorá-la, 
corroê-la, 
abafá-la, 
quem sabe sofrê-la... 
e... passá-la. 
Há quem diga que todo poeta é triste, 
mesmo que nem todo triste seja poeta...
Pois bem, não faço diferente, 
olhando esses retratos
Procurando o meu eu despedaçado.
Sou triste também.