O natural é gostar do normal, mas, convenhamos, o normal não surpreende ninguém, por isso, gosto mesmo é do novo, do estranho, diferente, aquele que causa curiosidade, aquele que deixa a pulga atrás da orelha, que te faz refletir, repensar, essa sou eu... diferente da maioria, parecida com alguns, um enigma para muitos. Gosto de escrever e escrevo de tudo. O que sinto, o que não sinto e o que já senti, retalhos de conversas, espaços de momentos, tudo cabe dentro das minhas linhas. Você pode se encontrar e se perder nas minhas linhas... o texto, depois de pronto, é seu. O tempo, de certo mostrará quem sou. De certeza, só posso dizer o que faço, e, bom, eu escrevo.
5.4.26
29.3.26
Dar de ombros ~ autoral
Às vezes precisamos dar de ombros
mesmo que saibamos não estar bem...
A vida tem dessas coisas e ela ensina
Em muitos momentos devemos ficar sozinhos
mesmo sabendo que existem pessoas que podem ajudar
Há batalhas que são só nossas,
A vida tem dessas coisas e ela ensina
Em muitos momentos devemos ficar sozinhos
mesmo sabendo que existem pessoas que podem ajudar
Há batalhas que são só nossas,
que o outro ajuda mas só aprendemos algo se estivermos sozinhos
com nosso eu.
com nosso eu.
22.3.26
Retratos ~ autoral
Apaguei a luz e me sentei.
Quando comecei a pensar
percebi que esse tempo perdido, em um livro,
seriam capítulos sombrios de minha dramática história de vida.
Reflito.
Não consigo e não posso voltar atrás.
Meu eu está escondido,
não o encontro e não vejo nada a ser feito
a não ser agarrar-se ao que ainda não virou um nada...
Olhe por dentro dos meus olhos...
consegues ver minha alma perdida?
Veja essa tristeza finalmente assumida...
Não sei até quando aguentarei tudo isso,
Ao perceber que nada é como dizem,
percebo também que preciso de um lugar para me esconder...
Por isso escrevo agora,
eu não estou sumindo...
eu mudei de lugar,
me coloquei nas palavras.
Quero olhar essa dor,
enxergá-la de fora,
machucá-la
e chorá-la,
corroê-la,
abafá-la,
quem sabe sofrê-la...
e... passá-la.
Há quem diga que todo poeta é triste,
mesmo que nem todo triste seja poeta...
Pois bem, não faço diferente,
olhando esses retratos
Procurando o meu eu despedaçado.
Sou triste também.
17.3.26
Coração x Palavras (autoral)
Ele não me obedece
então, mando nas minhas palavras
nelas eu posso o que eu quero.
Palavras que me tornam má e resoluta
dolorida, decidida, malcriada e cínica.
Nelas sou fúria, vitória
a que não sofre, a que vai embora...
Ele distorce o que eu digo
diz que tudo é disfarce, farsa.
Ele sofre, chora...
Mando nas minhas palavras
porque o coração tem personalidade própria.
Assinar:
Comentários (Atom)